Prévia da inflação cai 0,40% em agosto, a maior deflação desde 2022, e 12 meses recuam para 4,24%
Alívio veio de energia elétrica, com o bônus de Itaipu nas contas do mês, e de combustíveis; em 12 meses o índice segue perto do teto da meta
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, caiu 0,40% em agosto, ante alta de 0,06% em julho, segundo o IBGE. É a maior deflação para o índice desde agosto de 2022. No ano, a alta acumulada é de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, ante 4,52% nos doze meses anteriores.
A maior queda do mês veio de Habitação, com recuo de 1,41%, seguida por Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). Também recuaram Vestuário (-0,20%) e Comunicação (-0,02%).
O principal responsável pelo resultado foi a energia elétrica residencial, que caiu 6,25% com a incorporação do bônus de Itaipu às faturas emitidas em agosto.
No sentido oposto, subiram Despesas pessoais (0,66%), Educação (0,46%), Saúde e cuidados pessoais (0,40%) e Artigos de residência (0,04%).
A queda superou a expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,30% no mês e taxa de 4,34% em 12 meses.
Mesmo com a deflação, o índice acumulado em 12 meses segue perto do teto da meta de inflação, de 4,5%. Boa parte do alívio de agosto veio de preços administrados e de combustíveis, e não de uma queda disseminada — o que significa que a próxima leitura pode devolver parte do recuo.
Fonte: infomoney.com.br.