Servidores do IBGE entram em greve e acusam gestão Pochmann de decisões "autocráticas"
Sindicato confirma paralisação a partir de 17 de agosto na sede e na superintendência do Rio e no núcleo da Bahia; instituto afirma que segue operando normalmente
A ASSIBGE-SN confirmou o início da greve de servidores do IBGE contra medidas da direção de Marcio Pochmann. O sindicato aponta mudanças na remuneração de agentes de coleta e no regime de trabalho de aprovados no CNU; o instituto diz cumprir seu plano de trabalho.
Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começaram a paralisar as atividades nesta semana em protesto contra a gestão do economista Marcio Pochmann. A confirmação está no próprio site da ASSIBGE-SN, o sindicato nacional da categoria, que registrou a decisão da assembleia do Núcleo Sede pela greve a partir do dia 17 e publicou orientações de adesão ao movimento. Segundo o sindicato, ao menos três unidades aderiram até agora — a sede e a superintendência no Rio de Janeiro e o núcleo estadual da Bahia —, e a mobilização segue em avaliação em outros estados.
A entidade contesta o que classifica como decisões “autocráticas” e “ilegais” da direção, com destaque para alterações na remuneração dos agentes de coleta e no regime de trabalho de servidores aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Em nota à imprensa, o IBGE afirmou que continua funcionando normalmente e cumprindo seu plano de trabalho; dirigentes do sindicato também disseram não haver, até o momento, indicativo de atraso no calendário de divulgação das pesquisas.
O instituto é responsável por indicadores como o IPCA, a PNAD Contínua e o PIB — estatísticas que balizam desde a política monetária até contratos privados —, o que torna qualquer risco de paralisação um problema que ultrapassa a disputa interna do órgão.
Fonte: ASSIBGE-SN — Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE.