Suprema Corte dos EUA libera governo Trump para checar a cidadania de eleitores com dados da Previdência
Por 6 a 3, tribunal suspendeu decisão que barrava o SAVE ampliado, sistema que cruza cadastros de eleitores com registros federais, antes das eleições de meio de mandato, em novembro
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou na sexta-feira (25) o governo de Donald Trump a voltar a usar a versão ampliada do SAVE, sistema do Departamento de Segurança Interna (DHS) que permite a estados e municípios verificar em massa a cidadania de eleitores registrados. Por 6 votos a 3, em decisão liminar (pedido de suspensão de emergência), os juízes suspenderam a decisão de primeira instância que havia barrado o programa. As três juízas da ala progressista divergiram.
O SAVE existe desde 1986 para checar a situação migratória de quem pede benefícios públicos. Em março de 2025, uma ordem executiva de Trump mandou adaptá-lo para verificar eleitores e incorporar registros da Administração da Seguridade Social, incluindo o número do Social Security, além de permitir consultas em lote. Se o sistema não confirma a cidadania, a autoridade local deve pedir ao eleitor documento que a comprove. Entidades como a League of Women Voters processaram o governo alegando violação das leis de sigilo, e a juíza federal Sparkle Sooknanan, em Washington, bloqueou o programa.
No voto divergente, acompanhada por Sonia Sotomayor e Elena Kagan, Ketanji Brown Jackson argumentou que o risco a eleitores legítimos — como cidadãos naturalizados com cadastro desatualizado — supera o dano alegado pelo governo. O processo continua nas instâncias inferiores. As eleições legislativas de meio de mandato nos EUA ocorrem em novembro.