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Tarcísio diz confiar nas urnas e cobra foco em projetos após fala de Flávio a diplomatas

Governador de São Paulo, que integra a chapa do pré-candidato do PL, respondeu no evento dos 25 anos da BandNews; Caiado e o MBL também criticaram o episódio

Redação Voz Conectada ·2 min
Tarcísio diz confiar nas urnas e cobra foco em projetos após fala de Flávio a diplomatas
Ciete Silvério / Governo do Estado de São Paulo — Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Foto oficial de arquivo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (22) que confia nas urnas eletrônicas e que a disputa de 2026 precisa sair do tema. "Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se não confiasse, eu não estaria disputando eleição", disse, no evento de 25 anos da BandNews TV, em São Paulo. A fala veio um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, associar as urnas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic em encontro com diplomatas de 42 países, em Brasília.

Tarcísio, cotado para compor a chapa de Flávio, emendou que a campanha deveria se ocupar de outra agenda: "Acho que a gente tem que discutir projetos, olhar o que o Brasil precisa. É sair dessa discussão que não vai levar a lugar nenhum". A crítica não veio isolada. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidato, ironizou o episódio nas redes: "42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!". Renan Santos, do MBL, disse que o país passou "vergonha internacionalmente" e classificou o sistema eleitoral brasileiro como "um sistema funcional, democrático e que pode servir de inspiração para outros países".

No evento "Debatendo o Brasil", em 21 de julho, Flávio afirmou que "muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", citando um relatório da CIA sobre a Venezuela divulgado em 10 de julho. Depois da repercussão, a assessoria do senador sustentou que as falas "foram interpretadas de forma incorreta" e que ele "não está questionando o sistema de votação brasileiro". O ponto de fato, porém, já está fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 2017, em nota atualizada em 8 de julho deste ano: "a empresa Smartmatic não é fornecedora das urnas eletrônicas utilizadas no sistema eletrônico de votação brasileiro" e "em nenhum momento a empresa Smartmatic atuou na programação das urnas eletrônicas". O contrato de 2014 com a companhia, informa o tribunal, tinha por objeto o recrutamento e o treinamento de cerca de 14 mil profissionais.

Fonte: Gazeta do Povo.

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