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TCU aponta risco de paralisação em Angra 1 e cobra do governo uma definição sobre Angra 3

Acórdão 2.331/2026 alerta para insuficiência de recursos no programa de extensão da vida útil da usina; na mesma sessão, ministros questionaram os R$ 8 bilhões já enterrados em Angra 3, parada desde 2015

Redação Voz Conectada ·2 min
TCU aponta risco de paralisação em Angra 1 e cobra do governo uma definição sobre Angra 3
Rodrigo Soldon/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Plenário do Tribunal de Contas da União julgou nesta quarta-feira (26) a auditoria de conformidade sobre os principais contratos do programa de extensão da vida útil de Angra 1 e alertou para o risco de paralisação das obras por insuficiência financeira.

Pelo Acórdão 2.331/2026, relatado pelo ministro Jorge Oliveira no processo TC 006.058/2026-4, o tribunal auditou cinco contratos que somam R$ 438 milhões dentro de um programa estimado em R$ 3,5 bilhões até 2028, dos quais R$ 1,3 bilhão já havia sido executado até fevereiro de 2026.

O TCU comunicou aos órgãos vinculados o risco de interrupção das obras por falta de recursos e alertou para o impacto do custo financeiro no valor global do empreendimento: a Eletronuclear recorreu a R$ 2,4 bilhões em debêntures conversíveis e acumulou R$ 185 milhões de custo financeiro com empréstimos-ponte, além de R$ 500 milhões em recursos próprios ainda não equacionados. Também houve recomendação para que a estatal normatize as justificativas de inexigibilidade de licitação.

Na mesma sessão, segundo Poder360, Canal Energia e Gazeta do Povo, os ministros voltaram a cobrar do Executivo uma decisão sobre Angra 3, parada desde 2015: já foram gastos cerca de R$ 8 bilhões e seriam necessários outros R$ 20 bilhões para concluir a usina de 1.405 MW. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, determinou a abertura de procedimento específico de monitoramento sobre o caso.

A decisão final cabe ao Conselho Nacional de Política Energética, colegiado de 17 ministros — e, enquanto ninguém decide, a Eletronuclear queima cerca de R$ 1 bilhão por ano apenas para manter a obra parada, entre dívidas com BNDES e Caixa e conservação de equipamentos.

Fonte: TCU.

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