Líbano diz que cessar-fogo com Israel é "última chance"; Hezbollah rejeita acordo
Presidente libanês, Joseph Aoun, classificou o entendimento anunciado em Washington como a última oportunidade de uma trégua abrangente, mas o Hezbollah recusou os termos.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta quarta-feira (4) que o acordo para implementar um cessar-fogo, anunciado em Washington após conversas com Israel, é a "última chance" de alcançar uma trégua abrangente entre os dois países.
O entendimento prevê a "cessação completa" dos disparos pelo Hezbollah e a criação de "zonas-piloto" nas quais as Forças Armadas libanesas assumiriam o controle exclusivo do território, excluindo atores não estatais.
O acordo, no entanto, enfrentou obstáculos imediatos. O Hezbollah rejeitou oficialmente os termos — classificados por sua liderança como "absurdos, humilhantes e insultuosos" — e exigiu a retirada total das forças israelenses do sul do Líbano como condição para qualquer trégua. Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, defendeu a criação de uma zona desmilitarizada e afirmou que Israel não se retiraria do sul.
Fonte: NPR.