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Aos 96 anos, Warren Buffett deixa a presidência do conselho da Berkshire e entrega o posto ao filho Howard

Comunicado oficial de 18 de setembro nomeia o investidor presidente emérito, mantém-no no conselho e elege Howard G. Buffett, diretor da companhia há 33 anos, para guardar "a cultura e os valores" do grupo

Redação Voz Conectada ·2 min
Aos 96 anos, Warren Buffett deixa a presidência do conselho da Berkshire e entrega o posto ao filho Howard
Warren Buffett. Foto: Mark Hirschey/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Berkshire Hathaway anunciou em 18 de setembro que Warren E. Buffett passa a ocupar o cargo de presidente emérito do conselho de administração, com efeito imediato, permanecendo como membro do colegiado. Em seu lugar, o conselho elegeu Howard G. Buffett, filho do investidor e diretor da companhia desde 1993.

No comunicado “Warren E. Buffett Becomes Chairman Emeritus, Remains Director; Howard G. Buffett Elected Chairman”, a empresa de Omaha afirma que a mudança cumpre o plano de sucessão de longa data e mantém Susan L. Decker como diretora independente líder. Greg Abel segue como presidente-executivo.

Em carta aos acionistas anexada ao comunicado, Buffett escreveu que serve à Berkshire desde 1965, que celebrou os 96 anos recentemente e que o momento é adequado para completar a transição: “Greg administra a empresa; Howard zelará por sua cultura e valores — ambos valem mais do que qualquer coisa em nosso balanço patrimonial”. Sobre Abel, disse que as expectativas eram altíssimas desde o início e que o executivo as superou, tomando “as decisões que importam” há algum tempo.

Howard Buffett, 71 anos, tem perfil distinto do pai: preside desde 1999 a fundação que leva seu nome, voltada a segurança alimentar global e mitigação de conflitos, foi embaixador de boa vontade da ONU contra a fome pelo Programa Mundial de Alimentos e integrou conselhos de Archer Daniels Midland, ConAgra, Coca-Cola e Lindsay Corporation. A função descrita para ele é explicitamente não executiva — o próprio Buffett a definiu como “uma apólice que os acionistas possuem e esperam nunca precisar acionar”.

Encerra-se assim o arranjo em que o maior investidor do mundo acumulou o comando do conselho desde 1970, um caso raro de sucessão planejada e executada em vida numa companhia de capital aberto.

Fontes: Washington Post · SEC (Form 8-K) · CNBC · NPR

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