Petrobras adere a novo subsídio e diesel acumula R$ 2,12 por litro pagos pelo Tesouro
Conselho de Administração aprovou a adesão à MP 1.391 na sexta-feira; o novo R$ 1,00 por litro soma-se ao R$ 1,12 já concedido pela MP 1.363, e a estatal aumentou o preço às distribuidoras no mesmo valor do desconto
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel instituída pela Medida Provisória 1.391, de 11 de setembro de 2026. Pelo programa, a estatal receberá R$ 1,00 por litro de diesel A de uso rodoviário durante 30 dias, prorrogáveis por igual período — valor cumulativo com a subvenção de R$ 1,12 por litro da MP 1.363.
Em comunicado publicado no sábado (19), a companhia informou que os benefícios das duas medidas provisórias são cumulativos, o que eleva a R$ 2,12 por litro o subsídio bancado pelo Tesouro Nacional sobre o diesel rodoviário, e afirmou manter estratégia comercial voltada a participação de mercado e rentabilidade, “evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.
Na mesma semana, a Petrobras havia anunciado aumento de R$ 1 por litro no diesel vendido às distribuidoras: somados o reajuste e o desconto da subvenção, o preço na ponta fica inalterado. A empresa também informou ter recebido parcela de R$ 448 milhões do programa de subvenção à gasolina, referente ao período de 16 a 31 de julho.
Com o desconto da subvenção somado ao reajuste, o preço ao revendedor fica no mesmo patamar, e a diferença é paga pelo Tesouro Nacional. No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras informou que os programas de subvenção a diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) já somam R$ 9,9 bilhões recebidos até agora. O pano de fundo é a alta do petróleo desde o início do conflito no Irã, com o Brent acima de US$ 100, e o calendário eleitoral: o primeiro turno é em 4 de outubro, e a MP 1.391 tem validade de 30 dias prorrogáveis, o que joga a conta integral e a decisão sobre a renovação para depois da votação.
A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso para não perder eficácia.
Fontes: SBT News · Metrópoles · O Povo · Investidor10