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Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho e MDIC eleva projeção do ano para US$ 90 bilhões

Resultado do mês foi 66,6% maior que o de junho de 2025; petróleo bruto puxou exportações recordes de US$ 36,3 bilhões

Redação Voz Conectada ·1 min
Balança comercial tem superávit de US$ 9,8 bilhões em junho e MDIC eleva projeção do ano para US$ 90 bilhões
Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 9,758 bilhões em junho de 2026, resultado 66,6% superior ao apurado no mesmo mês de 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 3 de julho. As exportações somaram US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% na comparação anual, enquanto as importações chegaram a US$ 26,5 bilhões, avanço de 14,4%. O principal motor foi a indústria extrativa, cujas vendas externas cresceram 58,4%, puxadas pelo petróleo bruto. No acumulado do primeiro semestre, o saldo comercial alcançou US$ 42,4 bilhões, ante US$ 30,2 bilhões de janeiro a junho de 2025. Diante do desempenho mais forte, o MDIC revisou para cima a projeção de superávit de 2026, que passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A pasta também elevou a estimativa de exportações do ano de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões e a de importações de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões. Se confirmada, a marca será a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2023.

O desempenho de junho consolidou um semestre forte para o comércio exterior brasileiro. Entre as grandes categorias, a agropecuária exportou US$ 8,139 bilhões, alta de 18,0%; a indústria extrativa somou US$ 9,924 bilhões, com expansão de 58,4%; e a indústria de transformação vendeu US$ 18,036 bilhões, avanço de 14,7%. O petróleo bruto foi o principal responsável pela aceleração das vendas externas, beneficiado tanto pela alta dos preços internacionais quanto pelo aumento dos volumes embarcados.

Com base nesses números, o MDIC revisou as projeções para o conjunto do ano. A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, patamar que representaria a segunda maior marca da série histórica, superada apenas pelo recorde de 2023. O ministério ponderou, no entanto, que o cenário permanece sujeito a incertezas ligadas ao comércio internacional, incluindo eventuais mudanças na política tarifária de parceiros comerciais do Brasil.

Fonte: Agência Brasil.

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