Serviços ficam de lado em maio e sobem só 0,1% sob juro de 15%
Maior setor da economia praticamente estagna, mas iguala o recorde da série do IBGE e acumula alta de 3,6% na comparação anual.
O setor de serviços, maior componente do PIB brasileiro, praticamente andou de lado em maio: avançou apenas 0,1% ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira (11) pelo IBGE. Foi o quarto resultado positivo seguido, mas com ganho acumulado modesto de 1,6% no período. Mesmo tímido, o número foi suficiente para o índice igualar o ponto mais alto da série histórica, alcançado em outubro de 2024, e ficar 17,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). A alta marginal foi puxada por serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,9%), enquanto transportes (-0,3%) e serviços prestados às famílias (-0,6%) recuaram. Na comparação com maio de 2024, sem ajuste sazonal, o volume subiu 3,6%, a 14ª taxa positiva consecutiva. No ano, o acumulado é de 2,5% e, em 12 meses, de 3,0%. O desempenho fraco ocorre com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, num quadro em que o custo do dinheiro e a elevada carga tributária seguem freando a atividade das empresas de serviços, apesar da resiliência de curto prazo do setor.
O setor de serviços, maior componente do PIB brasileiro, praticamente andou de lado em maio: avançou apenas 0,1% ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira (11) pelo IBGE. Foi o quarto resultado positivo seguido, mas com ganho acumulado modesto de 1,6% no período.
Mesmo tímido, o número foi suficiente para o índice igualar o ponto mais alto da série histórica, alcançado em outubro de 2024, e ficar 17,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). A alta marginal foi puxada por serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,9%), enquanto transportes (-0,3%) e serviços prestados às famílias (-0,6%) recuaram.
Na comparação com maio de 2024, sem ajuste sazonal, o volume subiu 3,6%, a 14ª taxa positiva consecutiva. No ano, o acumulado é de 2,5% e, em 12 meses, de 3,0%.
O desempenho fraco ocorre com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. O custo elevado do crédito e a pesada carga tributária seguem freando a atividade das empresas de serviços, apesar da resiliência de curto prazo do setor.