Caminhoneiros ameaçam parar o país e pressionam Senado a votar a MP do Frete, que expira dia 16
Categoria convocou paralisação nos portos a partir desta segunda (13) para forçar Alcolumbre a pautar a MP 1343/2026, que cria piso do frete e perde a validade no dia 16 se não for votada.
Lideranças de caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional, com foco nos portos, a partir da madrugada desta segunda-feira (13) para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória 1343/2026, a chamada MP do Frete. Aprovada na Câmara dos Deputados em 30 de junho e já analisada pela comissão mista, a proposta altera a Lei 13.703/2018 (Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas), torna obrigatório o cadastro das operações de transporte com a geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete. Segundo o portal do Congresso Nacional, a MP está em regime de urgência desde 3 de maio e tem o prazo de vigência encerrado em 16 de julho de 2026 — ou seja, se o Senado não votar até lá, a medida caduca. O texto recebeu 428 emendas ao longo da tramitação. A mobilização ocorre na última semana antes do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho.
Lideranças de caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional, com foco nos portos, a partir da madrugada desta segunda-feira (13) para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória 1343/2026, a chamada MP do Frete. Aprovada na Câmara dos Deputados em 30 de junho e já analisada pela comissão mista, a proposta perde a validade no próximo dia 16 se não for votada.
De acordo com o portal do Congresso Nacional, a MP altera a Lei 13.703/2018 — a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas —, torna obrigatório o cadastro das operações de transporte com geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e cria medidas administrativas para fazer cumprir o piso do frete. O texto tramita em regime de urgência desde 3 de maio e recebeu 428 emendas.
A categoria cobra a votação de um piso que considera essencial para a remuneração do setor, num momento em que o custo do diesel e a carga tributária apertam a margem dos autônomos. A pressão expõe, mais uma vez, a dependência da economia brasileira de uma malha logística concentrada no modal rodoviário.
A mobilização ocorre na última semana antes do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho. Cabe agora ao Senado decidir se pauta a matéria a tempo ou deixa a medida caducar — cenário que reabriria a discussão do piso do frete do zero.
Fonte: Congresso Nacional.