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Diante de Lula, Fachin promete resposta "firme, proporcional e rigorosa" e diz que a crise torna urgente o fim do Inquérito das Fake News

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente do STF afirmou que "nenhuma autoridade está acima da Constituição" e listou o encerramento do inquérito aberto em 2019, relatado por Alexandre de Moraes, entre as três metas de sua gestão

Redação Voz Conectada ·2 min
Diante de Lula, Fachin promete resposta "firme, proporcional e rigorosa" e diz que a crise torna urgente o fim do Inquérito das Fake News
Mauricio Tonetto/Secom-RS via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, interrompeu a cerimônia de sanção de leis no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4) para fazer um pronunciamento sobre a crise na Corte. Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades do sistema de Justiça, disse que a resposta institucional será "firme, proporcional e rigorosa" e que os acontecimentos recentes demonstram "o acerto e a urgência" de três metas de sua gestão: o código de ética, o fim do Inquérito das Fake News e a modernização do sistema de Justiça.

Segundo a íntegra divulgada pelo próprio Supremo, Fachin pediu licença a Lula para a declaração e afirmou que os fatos estão sendo apurados, que a Presidência seguirá “os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação” e que não haverá “precipitação, mas tampouco omissão”. A frase mais dura foi dirigida ao próprio tribunal: “Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direito Democrático”. Ele também sustentou que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”.

O pronunciamento veio no mesmo dia em que Fachin determinou que a decisão e os relatórios de inteligência enviados por Alexandre de Moraes fossem retirados do Inquérito das Fake News (Inq 4781) e juntados à Petição 16704, aberta na véspera pela Presidência para apurar supostas irregularidades em investigações da Polícia Federal que envolvem autoridades com foro na Corte.

O inquérito que Fachin agora diz ser urgente encerrar foi aberto em 2019, é relatado por Moraes e acumula críticas por não ter alvo nem prazo definidos — é dele que partiram medidas contra parlamentares, jornalistas e perfis em redes sociais nos últimos seis anos.

Fonte: Poder360.

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