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Dólar fecha a R$ 5,15 e atinge maior nível em dois meses

Moeda americana subiu 1,78% na sexta-feira, pressionada por dados fortes de emprego nos EUA e por expectativas sobre a política monetária brasileira

Redação Voz Conectada ·2 min
Dólar fecha a R$ 5,15 e atinge maior nível em dois meses
Foto: Senado Federal (CC BY 2.0) — Wikimedia Commons

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (5) cotado a R$ 5,1566, em alta de 1,78% no dia, no maior nível de fechamento desde 3 de abril. Com o resultado, a moeda americana acumulou valorização de 2,26% na semana, impulsionada por uma combinação de fatores externos e domésticos.

No campo externo, o principal motor da alta foi o relatório de emprego dos Estados Unidos referente a maio, que superou as expectativas do mercado. O país criou 172 mil vagas, ante uma previsão de 80 mil, número que fortaleceu o dólar globalmente.

O dado robusto do mercado de trabalho americano reacendeu as apostas de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, poderia adotar uma postura mais cautelosa em relação aos juros ainda em 2026. Cenários de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos tendem a atrair capital para a economia americana, pressionando moedas de países emergentes como o real.

No ambiente doméstico, pesou a revisão de projeções de bancos sobre a trajetória da Selic, com instituições passando a esperar um espaço menor para cortes de juros ainda neste ano. A elevação da inflação esperada para 5,09% no Boletim Focus também contribuiu para o clima de cautela entre investidores.

Outros fatores domésticos citados foram a incerteza ligada ao cenário político e eleitoral e o redirecionamento de fluxos de capital internacional. Parte dos recursos tem migrado para mercados ligados à infraestrutura de inteligência artificial, em detrimento de economias mais voltadas a commodities tradicionais, como a brasileira.

Ao longo da semana, a cotação do dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0051, em 2 de junho, e patamares próximos de R$ 5,19. O fechamento de sexta-feira marcou o maior nível em cerca de dois meses, refletindo o aumento da aversão ao risco no período.

Fonte: SBT News.

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