Paraná · 25 de julho de 2026
Curitiba 19°C Londrina 21°C Maringá 22°C Cascavel 20°C Foz do Iguaçu 23°C
Voz Conectada
Voltar
BR Justiça ·

Fachin cria grupo de trabalho para revisar os "penduricalhos" pagos a magistrados

Grupo de trabalho terá 180 dias para mapear as verbas indenizatórias sem previsão legal pagas a juízes e propor um projeto de lei sobre o tema

Redação Voz Conectada ·3 min
Fachin cria grupo de trabalho para revisar os "penduricalhos" pagos a magistrados
Foto: Rodrigo Rocatto (CC BY-SA 4.0) — Wikimedia Commons

Na noite de sexta-feira (5), o presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, assinou a criação de uma comissão para estudar e regulamentar os chamados "penduricalhos" da magistratura.

Os chamados "penduricalhos" — verbas indenizatórias pagas a magistrados sem previsão legal expressa — voltaram ao centro do debate no Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, criou um grupo de trabalho para revisar essas remunerações. O ato foi assinado na noite de sexta-feira (5).

De acordo com o texto, o colegiado deverá "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional". A ideia é olhar não apenas para os juízes, mas para o impacto desse modelo no conjunto do setor público.

Há prazo definido. O grupo terá 180 dias para apresentar um relatório completo sobre a situação atual dos penduricalhos e, mais do que diagnosticar, entregar uma minuta de projeto de lei que regulamente o pagamento dessas verbas a juízas e juízes.

A medida não surge isolada. Ela se soma a iniciativas recentes, como a aprovação, pelo CNJ, do contracheque único para magistrados, e a uma decisão do próprio Supremo que suspendeu o pagamento de verbas não previstas em lei.

O assunto é sensível porque toca diretamente nas contas públicas. Os gastos com a remuneração do Judiciário são acompanhados de perto por órgãos de controle e pela sociedade, em um momento de discussão sobre limites de despesas e transparência salarial no serviço público.

Fonte: Agência Brasil.

Relacionados

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra proibição de visitas políticas e de divulgar manifestos
BR
Justiça

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra proibição de visitas políticas e de divulgar manifestos

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (24) agravo regimental no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e a divulgação de manifestos, inclusive por meio de terceiros. Os advogados pedem que Moraes reconsidere a decisão e, caso ele mantenha o entendimento, que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.

Redação Voz Conectada ·há 11 horas
STF marca para 5 de agosto julgamento que pode descriminalizar a exploração de jogos de azar
BR
Justiça

STF marca para 5 de agosto julgamento que pode descriminalizar a exploração de jogos de azar

O Supremo Tribunal Federal marcou para 5 de agosto o julgamento do Recurso Extraordinário 966.177, com repercussão geral reconhecida (Tema 924), que discute se o artigo 50 do Decreto-Lei 3.688/1941, a Lei das Contravenções Penais, ainda é compatível com a Constituição de 1988 ao proibir a exploração de jogos de azar. O caso é relatado pelo ministro Luiz Fux e consta dos destaques da pauta de agosto do plenário divulgados pela Corte.

Redação Voz Conectada ·há 11 horas
TJDFT manda Blaze e Virgínia identificarem publicidade de apostas em vídeos de rotina
BR
Justiça

TJDFT manda Blaze e Virgínia identificarem publicidade de apostas em vídeos de rotina

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou que a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora contratada para divulgá-la identifiquem de forma clara toda publicidade veiculada nas redes. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (22), atendeu parcialmente a um agravo do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e fixou multa de R$ 100 mil por descumprimento comprovado, limitada a R$ 2 milhões.

Redação Voz Conectada ·há 2 dias