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Focus corta projeção de inflação de 2026 para 5,16% e mantém Selic em 14%

Boletim do Banco Central reduz a estimativa do IPCA pela segunda semana seguida, conserva o crescimento do PIB em 1,99% e o dólar em R$ 5,20 no fim do ano.

Redação Voz Conectada ·1 min
Focus corta projeção de inflação de 2026 para 5,16% e mantém Selic em 14%
Banco Central do Brasil (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons

O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação para 2026 após o IPCA de junho vir abaixo do esperado. O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central trouxe a mediana das estimativas para o IPCA deste ano em 5,16%, ante 5,30% na semana anterior — o índice segue acima do teto da meta, de 4,5%. A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 foi mantida em 14,00% ao ano, patamar repetido pela terceira semana consecutiva e que embute expectativa de ao menos um corte frente aos atuais 14,25%. A estimativa de crescimento do PIB para 2026 permaneceu em 1,99%, e a projeção para o câmbio no fim do ano ficou estável em R$ 5,20 por dólar. O Focus consolida semanalmente as previsões de cerca de uma centena de instituições financeiras.

O Boletim Focus desta segunda-feira (13) mostrou que o mercado reduziu a projeção de inflação para 2026. A mediana das estimativas para o IPCA do ano caiu de 5,30% para 5,16%, movimento que veio depois de o índice oficial de junho registrar apenas 0,16%, abaixo do que os analistas previam.

Apesar do recuo, a inflação projetada segue acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5% (centro de 3,0% mais 1,5 ponto de tolerância). Para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado manteve a expectativa em 14,00% ao ano no fim de 2026 pela terceira semana seguida — abaixo dos 14,25% atuais.

As projeções para atividade e câmbio ficaram estáveis. A estimativa de crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,99%, e a previsão para o dólar no fim do ano seguiu em R$ 5,20.

O relatório, elaborado com base nas expectativas de cerca de cem instituições, antecede a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim de julho, em que o mercado se divide entre novo corte de 0,25 ponto e manutenção da Selic.

Fonte: Banco Central do Brasil.

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