IPCA desacelera a 0,16% em junho e inflação em 12 meses recua para 4,64%
Queda nos alimentos e alívio na energia elétrica e nos combustíveis levaram o índice ao menor patamar mensal desde outubro; no ano, o acumulado está em 3,36%.
A inflação oficial do país perdeu força em junho. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,16% no mês, ante 0,58% em maio, uma desaceleração de 0,42 ponto percentual e o menor resultado mensal desde outubro de 2025, segundo o IBGE, que divulgou o dado na sexta-feira (10). No ano, o índice acumula alta de 3,36% e, em 12 meses, recuou para 4,64%, ante 4,72% até maio. O número ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que apontavam 0,31% no mês. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,24%, com recuos no café (-3,72%), nas frutas (-1,58%) e nas carnes (-0,64%); os combustíveis cederam 0,48%, com etanol a -3,09% e diesel a -1,19%. A maior pressão de alta veio de Habitação (+0,63%), com a energia elétrica residencial subindo 1,53%, ritmo bem menor que os 3,67% de maio.
O IPCA de junho de 2026 ficou em 0,16%, informou o IBGE nesta sexta-feira (10). É o menor resultado mensal desde outubro de 2025 e representa desaceleração de 0,42 ponto percentual frente aos 0,58% de maio. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,36%; em 12 meses, o índice recuou de 4,72% para 4,64%.
O alívio veio principalmente da mesa do brasileiro. O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,24% no mês, puxado por café (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). Os combustíveis também ajudaram a segurar o índice, com queda de 0,48% no conjunto — etanol caiu 3,09% e diesel, 1,19%.
Do lado das altas, o grupo Habitação avançou 0,63% e foi o de maior impacto individual. O item energia elétrica residencial subiu 1,53%, ritmo bem inferior ao de maio (3,67%). Os serviços tiveram alta de 0,34%, contra 0,40% no mês anterior.
O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava 0,31% no mês. O centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo. A Selic segue em 14,25% ao ano, e o próximo IPCA será acompanhado às vésperas da reunião do Copom no fim de julho.
Fonte: IBGE.