IGP-DI tem deflação de 0,79% em junho puxada pela queda das commodities
Índice de preços da FGV recua mais que o esperado após alta de 0,87% em maio, com tombo de 1,36% nos preços ao produtor
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,79% em junho de 2026, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 7 de julho. O resultado reverte a alta de 0,87% apurada em maio e veio abaixo da mediana das projeções, que apontavam queda de 0,60%. O recuo foi determinado quase inteiramente pelo Índice de Preços ao Produtor (IPA), que caiu 1,36%, pressionado pela retração de commodities minerais e agrícolas no atacado. Entre os itens que mais recuaram estão minério de ferro, diesel e café. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,36% e o INCC, da construção, perdeu força. Em 12 meses, o IGP-DI acumula alta de 3,59% e, no ano, avanço de 3,00%.
A desaceleração atingiu simultaneamente os três componentes do indicador, todos com taxas inferiores às de maio. No atacado, o alívio refletiu o enfraquecimento dos preços de matérias-primas cotadas em dólar, num movimento que costuma antecipar a trajetória da inflação ao consumidor nos meses seguintes. A queda do minério e dos combustíveis foi o principal fator por trás do resultado negativo do mês.
Ao consumidor, a moderação apareceu nos grupos de Alimentação e Habitação, que ajudaram a conter a variação do IPC para 0,36%. Para o mercado, a leitura mais fraca do atacado reforça a expectativa de recuo gradual da inflação corrente, embora os índices em 12 meses sigam acima do centro da meta.
Fonte: InfoMoney (dados FGV/IBRE).