Joia do Cerrado em Brasília: Reserva do IBGE vira estação ecológica federal após 50 anos
Com 1.391 hectares e mais de 4 mil espécies, o Roncador entra no SNUC sob cogestão do ICMBio para se proteger do avanço urbano
A Reserva Ecológica do IBGE, conhecida como Roncador, no Distrito Federal, foi oficialmente integrada ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e passará a se chamar Estação Ecológica Roncador. A mudança, noticiada em 4 de julho de 2026, coloca a área sob cogestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o IBGE, que mantém a reserva desde sua criação, em 22 de dezembro de 1975 — há meio século. Com 1.391 hectares, o equivalente a quase 1.400 campos de futebol, e a apenas 25 km do centro de Brasília, o Roncador abriga mais de 4 mil espécies de plantas e animais em pleno bioma Cerrado e é, desde 1993, área-núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado, reconhecida pela Unesco. O espaço reúne laboratórios, estação meteorológica, herbário e coleções zoológicas usados por pesquisadores. Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, a unidade "terá que ter um plano de manejo, conselho, como outras estações federais". O principal desafio é o cerco urbano: a reserva vem sendo cercada por áreas urbanizadas, o que impõe novas exigências de proteção a um dos últimos grandes remanescentes de Cerrado preservado na capital.
A Reserva Ecológica do IBGE, conhecida como Roncador, no Distrito Federal, foi integrada ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e passará a se chamar Estação Ecológica Roncador. Anunciada no fim de junho e noticiada em 4 de julho de 2026, a mudança coloca a área sob cogestão do ICMBio, em parceria com o IBGE, que mantém a reserva desde sua criação, em 22 de dezembro de 1975 — há 50 anos.
Com 1.391 hectares (quase 1.400 campos de futebol) a apenas 25 km do centro de Brasília, o Roncador abriga mais de 4 mil espécies de plantas e animais no bioma Cerrado e é, desde 1993, área-núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado, reconhecida pela Unesco. Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, a unidade "terá que ter um plano de manejo, conselho, como outras estações federais". O maior desafio é o avanço urbano: cercada por áreas urbanizadas, a reserva é um dos últimos grandes remanescentes de Cerrado preservado na capital.
Fonte: Poder360.