Demanda de energia deve iniciar segundo semestre em alta, diz ONS
Carga do SIN deve crescer 1,9% em julho, a 77.737 MWmed; reservatórios do Sul a 151% da média, mas Norte e Nordeste abaixo de 65%
Primeiras projeções do ONS para julho indicam crescimento de 1,9% na carga do SIN, com avanço mais intenso no Nordeste e Norte.
O início da segunda metade de 2026 deverá ser marcada por aumento do consumo de energia elétrica no país, segundo as primeiras projeções do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para julho. A estimativa é de crescimento de 1,9% na carga do SIN (Sistema Interligado Nacional) em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando média de 77.737 MWmed.
O avanço previsto é puxado principalmente pelas regiões Nordeste e Norte. O Nordeste deverá registrar o maior avanço percentual da demanda, com crescimento estimado de 7,5% e carga média de 13.382 MWmed. A região Norte apresenta expansão projetada de 6,3%, atingindo 8.563 MWmed. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste deverá apresentar alta mais moderada, de 0,5%, alcançando carga média de 42.299 MWmed. O Sul é a única exceção entre os quatro subsistemas, com redução de 1,1% na carga, para 13.493 MWmed.
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o comportamento da demanda continua sendo influenciado por diferentes fatores, mas o cenário ainda aponta expansão do consumo na maior parte do país, mesmo com o início do período de temperaturas mais baixas.
As projeções hidrológicas do ONS apontam para um cenário distinto entre as regiões brasileiras. O subsistema Sul é o único com previsão de afluências acima da média histórica, atingindo 151% da MLT (Média de Longo Termo). No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a expectativa é de 96% da média histórica, enquanto que as regiões Nordeste e Norte apresentam projeções hidrológicas inferiores: 64% e 63%, respectivamente.
As estimativas para a EAR (Energia Armazenada) indicam manutenção de níveis considerados confortáveis nos reservatórios do SIN. O Norte deverá encerrar o período com o maior nível de armazenamento, equivalente a 94,4% da capacidade máxima. Em seguida aparecem o Sul, com 87%, o Nordeste, com 82,9%, e o Sudeste/Centro-Oeste, cuja projeção é de 65,8%.
Fonte: canalsolar.com.br.