Paraná · 25 de julho de 2026
Curitiba 22°C Londrina 22°C Maringá 23°C Cascavel 22°C Foz do Iguaçu 24°C
Voz Conectada
Voltar
BR Economia ·

Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,09% em 2026 e vê estouro da meta

Boletim Focus do Banco Central mostra a 13ª semana seguida de piora na expectativa de IPCA, acima do teto da meta de 4,5%

Redação Voz Conectada ·2 min
Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,09% em 2026 e vê estouro da meta
Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

O mercado financeiro elevou novamente a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º). A estimativa para o IPCA subiu de 5,04% para 5,09%, na 13ª semana consecutiva de alta, o que coloca a inflação esperada acima do limite superior da meta.

Reunido semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus consolida as expectativas de cerca de uma centena de instituições financeiras para os principais indicadores da economia. Nesta edição, a projeção para o IPCA de 2026 avançou de 5,04% para 5,09%, mantendo a tendência de piora que já dura 13 semanas seguidas.

O número projetado supera o teto da meta de inflação. O regime de metas estabelece centro de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que fixa o limite superior em 4,5%. Com a estimativa em 5,09%, o mercado passou a trabalhar com um cenário de inflação acima desse intervalo no fim do ano.

Para os anos seguintes, as projeções de inflação são de desaceleração gradual: 4,02% em 2027, 3,66% em 2028 e 3,50% em 2029, conforme o boletim. A trajetória sugere uma convergência mais lenta em direção ao centro da meta.

No campo dos juros, o mercado projeta a taxa Selic encerrando 2026 em 13,25% ao ano, com novos recuos previstos para os anos seguintes, chegando a 11,25% em 2027 e a 10% em 2028 e 2029. As atenções se voltam para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 16 e 17 de junho.

As estimativas também apontam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,90% em 2026, com o dólar projetado em R$ 5,16 ao fim do ano. O conjunto de dados reflete um ambiente de inflação ainda resistente, que mantém pressão sobre as decisões de política monetária.

Fonte: Agência Brasil.

Relacionados

Galípolo diz que os juros devem seguir em nível restritivo por mais tempo
BR
Economia

Galípolo diz que os juros devem seguir em nível restritivo por mais tempo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (24), em painel do Expert XP, que a taxa básica de juros deve permanecer em nível restritivo por período prolongado, diante de expectativas de inflação acima da meta e da resiliência da atividade econômica. Ele evitou antecipar qual será o próximo movimento da Selic, hoje em 14,25% ao ano, e disse que a instituição não decide com base em um indicador isolado.

Redação Voz Conectada ·há 14 horas
FMI elogia o Pix e cobra autonomia orçamentária para o Banco Central
BR
Economia

FMI elogia o Pix e cobra autonomia orçamentária para o Banco Central

O Fundo Monetário Internacional divulgou nesta quinta-feira (23) a Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA) do Brasil, na qual elogia o Pix e defende plena autonomia orçamentária para o Banco Central. Segundo o documento, elaborado em parceria com o Banco Mundial após missões técnicas realizadas no país entre dezembro de 2025 e março de 2026, o sistema financeiro brasileiro é resiliente, mas enfrenta desafios que exigem fortalecimento das instituições de supervisão.

Redação Voz Conectada ·há 1 dia
Governo antecipa 1,8 GW de térmicas para setembro por risco de El Niño e de choque nos combustíveis
BR
Economia

Governo antecipa 1,8 GW de térmicas para setembro por risco de El Niño e de choque nos combustíveis

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou nesta quarta-feira (22) a antecipação do início do suprimento de cinco contratos de reserva de capacidade, o que colocará 1.827,1 MW adicionais à disposição do sistema elétrico já em 1º de setembro. A decisão, informada pelo Ministério de Minas e Energia, se apoia em avaliação do Operador Nacional do Sistema e no Plano de Operação Energética 2026/2030.

Redação Voz Conectada ·há 2 dias