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Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,09% em 2026 e vê estouro da meta

Boletim Focus do Banco Central mostra a 13ª semana seguida de piora na expectativa de IPCA, acima do teto da meta de 4,5%

Redação Voz Conectada ·2 min
Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 5,09% em 2026 e vê estouro da meta
Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

O mercado financeiro elevou novamente a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º). A estimativa para o IPCA subiu de 5,04% para 5,09%, na 13ª semana consecutiva de alta, o que coloca a inflação esperada acima do limite superior da meta.

Reunido semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus consolida as expectativas de cerca de uma centena de instituições financeiras para os principais indicadores da economia. Nesta edição, a projeção para o IPCA de 2026 avançou de 5,04% para 5,09%, mantendo a tendência de piora que já dura 13 semanas seguidas.

O número projetado supera o teto da meta de inflação. O regime de metas estabelece centro de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que fixa o limite superior em 4,5%. Com a estimativa em 5,09%, o mercado passou a trabalhar com um cenário de inflação acima desse intervalo no fim do ano.

Para os anos seguintes, as projeções de inflação são de desaceleração gradual: 4,02% em 2027, 3,66% em 2028 e 3,50% em 2029, conforme o boletim. A trajetória sugere uma convergência mais lenta em direção ao centro da meta.

No campo dos juros, o mercado projeta a taxa Selic encerrando 2026 em 13,25% ao ano, com novos recuos previstos para os anos seguintes, chegando a 11,25% em 2027 e a 10% em 2028 e 2029. As atenções se voltam para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 16 e 17 de junho.

As estimativas também apontam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,90% em 2026, com o dólar projetado em R$ 5,16 ao fim do ano. O conjunto de dados reflete um ambiente de inflação ainda resistente, que mantém pressão sobre as decisões de política monetária.

Fonte: Agência Brasil.

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