PF faz busca por armas na casa de Bolsonaro a mando de Moraes
Ministro do STF cita divergência entre armas registradas e entregues; defesa afirma que nada foi encontrado
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em 8 de julho de 2026, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, procurando armas, munições, acessórios e documentos de registros.
O advogado do ex-presidente, João Henrique Freitas, afirmou que nada foi encontrado durante a operação. Em redes sociais, o advogado disse que o mandado foi assinado por Moraes e afirmou ser "lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação".
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março por motivos de saúde. Moraes revogou o porte de arma e o certificado de registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do ex-presidente.
A determinação de apreensão do arsenal foi motivada por um episódio em 15 de junho, em Brasília, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em uma blitz no Pistão Norte. A arma, de propriedade de Bolsonaro, estava em um carro conduzido por Estácio Leite da Silva, militar de sua segurança. A defesa afirmou que o equipamento estava inoperante e foi entregue ao segurança apenas para manutenção. O STF considerou a posse de armas incompatível com a condição jurídica do condenado.
Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF que entregou à Polícia Federal 6 das 8 armas registradas em nome do ex-presidente. Moraes havia ordenado que o arsenal fosse entregue à Polícia Federal em até 48 horas. Segundo o batalhão, duas armas não estavam no quartel.
Na terça-feira, 7 de julho, a defesa de Bolsonaro informou que uma das armas, uma pistola Glock, foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal. Moraes verificou que essa pistola era a mesma apreendida pela corporação. A espingarda Maestro Arms Company, segundo a defesa, foi um presente dado a Bolsonaro e permanece desde a compra em uma loja de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS). Os advogados sugeriram que Moraes oficie a empresa para confirmar a custódia da arma.
Fonte: poder360.com.br.