Poupança tem primeiro saldo positivo do ano e capta R$ 2,6 bilhões em maio
A caderneta de poupança registrou entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio de 2026, o primeiro mês positivo do ano segundo o Banco Central. O resultado interrompe uma sequência de retiradas alimentada pelos juros altos, que ainda deixam o acumulado de janeiro a maio no vermelho, com R$ 39,1 bilhões a menos.
Depois de meses de sangria, a poupança voltou a ter saldo positivo: a diferença entre depósitos e saques resultou em entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio de 2026, conforme dados do Banco Central. Foi o primeiro mês de captação positiva no ano.

No mês, os brasileiros depositaram R$ 368,4 bilhões e sacaram R$ 365,8 bilhões. Além disso, foram creditados R$ 6,2 bilhões em rendimentos, elevando o saldo total da caderneta para pouco mais de R$ 1 trilhão.
Apesar do respiro, o quadro de 2026 ainda é desfavorável: de janeiro a maio, a poupança acumula retiradas líquidas de R$ 39,1 bilhões. O cenário é explicado pela Selic elevada, que esteve em 15% ao ano até março e foi reduzida para 14,5% em abril, tornando aplicações como Tesouro Direto e CDBs mais atrativas que a caderneta.
A leve recuperação reflete ajustes nas estratégias dos investidores à medida que o Banco Central inicia um ciclo de cortes de juros. Historicamente, a poupança ganha fôlego quando a Selic recua e a diferença de rentabilidade para outras aplicações diminui.
A poupança ainda é a porta de entrada de milhões de famílias no sistema financeiro, sobretudo entre as de menor renda, e seu desempenho serve de indicador da capacidade de poupar do brasileiro. A trajetória dos próximos meses dependerá do ritmo de queda da Selic e do comportamento da inflação, que segue acima da meta e mantém o custo de vida pressionado.
Com informações de Agência Brasil (EBC) — 9 de junho de 2026.