Paraná · 12 de setembro de 2026
Curitiba 18°C Londrina 20°C Maringá 21°C Cascavel 19°C Foz do Iguaçu 18°C
Voz Conectada
Voltar
BR Justiça ·

STF autoriza inclusão do ministro do STJ Marco Buzzi em inquérito sobre venda de sentenças

Decisão do ministro Cristiano Zanin permite à Polícia Federal apurar suspeitas contra o magistrado no âmbito da Operação Sisamnes; Buzzi já está afastado do tribunal desde fevereiro por outro processo e nega envolvimento

Redação Voz Conectada ·2 min
STF autoriza inclusão do ministro do STJ Marco Buzzi em inquérito sobre venda de sentenças
Sergio Amaral/STJ

O Supremo Tribunal Federal autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi no inquérito que investiga venda de sentenças, conforme decisão do ministro relator Cristiano Zanin.

A investigação integra a Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal, e tramita em segredo de Justiça. Os indícios que pesam contra Buzzi não foram divulgados.

A Operação Sisamnes teve início após a Polícia Federal apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam as informações a terceiros. Em maio, a Procuradoria-Geral da República denunciou nove acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.

No decorrer das investigações, a Polícia Federal identificou suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções. O ministro está sendo investigado por tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi é proibido legalmente de julgar processos de familiares. A defesa afirmou que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares e não tem conhecimento da investigação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.

Relacionados

PF cumpre 49 mandados na Operação Make Up e mira emendas de Mário Frias ligadas ao filme sobre Bolsonaro
BR
Justiça

PF cumpre 49 mandados na Operação Make Up e mira emendas de Mário Frias ligadas ao filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará e no Distrito Federal. A apuração trata de suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassados por termo de fomento a organização da sociedade civil.

Redação Voz Conectada ·há 22 horas
STF valida por unanimidade a regra do TSE que suspende diretório partidário que não presta contas
BR
Justiça

STF valida por unanimidade a regra do TSE que suspende diretório partidário que não presta contas

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que são constitucionais as regras do Tribunal Superior Eleitoral que disciplinam a suspensão de órgãos partidários estaduais e municipais que deixem de prestar contas à Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7947, em sessão virtual encerrada em 4 de setembro e divulgada nesta terça-feira (8).

Redação Voz Conectada ·há 2 dias
Mensagens revelam uso da estrutura do TSE para investigações paralelas apontadas como ilegais
BR
Justiça

Mensagens revelam uso da estrutura do TSE para investigações paralelas apontadas como ilegais

Mensagens trocadas entre assessores do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, reveladas pela imprensa, apontam que a AEED — assessoria criada no TSE na gestão do ministro Alexandre de Moraes — funcionou como núcleo paralelo de investigação para subsidiar o Inquérito das Fake News. Os pedidos de relatório eram feitos informalmente, por WhatsApp, sem registro em procedimento formal.

Redação Voz Conectada ·há 3 dias

Ver no Instagram · @vozconectada1