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STF autoriza inclusão do ministro do STJ Marco Buzzi em inquérito sobre venda de sentenças

Decisão do ministro Cristiano Zanin permite à Polícia Federal apurar suspeitas contra o magistrado no âmbito da Operação Sisamnes; Buzzi já está afastado do tribunal desde fevereiro por outro processo e nega envolvimento

Redação Voz Conectada ·2 min
STF autoriza inclusão do ministro do STJ Marco Buzzi em inquérito sobre venda de sentenças
Sergio Amaral/STJ

O Supremo Tribunal Federal autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi no inquérito que investiga venda de sentenças, conforme decisão do ministro relator Cristiano Zanin.

A investigação integra a Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal, e tramita em segredo de Justiça. Os indícios que pesam contra Buzzi não foram divulgados.

A Operação Sisamnes teve início após a Polícia Federal apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam as informações a terceiros. Em maio, a Procuradoria-Geral da República denunciou nove acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.

No decorrer das investigações, a Polícia Federal identificou suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções. O ministro está sendo investigado por tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi é proibido legalmente de julgar processos de familiares. A defesa afirmou que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares e não tem conhecimento da investigação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.

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