Paraná · 12 de setembro de 2026
Curitiba 18°C Londrina 20°C Maringá 21°C Cascavel 19°C Foz do Iguaçu 18°C
Voz Conectada
Voltar
BR Justiça ·
Coluna de Opinião

STJ toma decisão sobre novo pedido de liberdade para Deolane

Em decisão unânime, os ministros da Quinta Turma entenderam que o STJ não deveria se sobrepor ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que a manteve presa.

Edilson Neves ·2 min
STJ toma decisão sobre novo pedido de liberdade para Deolane
Foto: STJ (Superior Tribunal de Justiça) — Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Em decisão unânime, os ministros da Quinta Turma entenderam que o STJ não deveria se sobrepor ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que a manteve presa.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), um novo pedido de liberdade impetrado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa por suposto envolvimento com o PCC. Em decisão unânime, os ministros da Quinta Turma entenderam que o STJ não deveria se sobrepor ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que a manteve presa.
Na avaliação dos quatro ministros da turma, como o TJ-SP ainda não apreciou o mérito do pedido que manteve a prisão de Deolane — que também é advogada e alegou ter sido detida no exercício de suas funções —, uma decisão favorável do STJ neste momento representaria uma supressão de instância (uma “antecipação” indevida de pronunciamento). O STJ pediu ainda que o TJ-SP seja “célere” na análise.
Em nota emitida após o resultado, o advogado Aury Lopes reiterou que Deolane não precisaria ser mantida presa, classificando a medida como “ilegal” e “desnecessária”. Ele afirmou, ainda, que provará que sua cliente não integra nenhuma organização criminosa e nem cometeu crimes. A prisão da influenciadora Deolane Bezerra por suposta associação com a facção criminosa PCC e lavagem de dinheiro, fez ressurgir nas redes sociais imagens em que ela aparece ao lado de Lula.
O entendimento do colegiado foi de que persistem os fundamentos que justificam a segregação cautelar, como a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. A defesa argumentou ausência de requisitos para a prisão, mas o STJ considerou que as provas colhidas indicam a necessidade de manutenção da custódia para evitar a reiteração delitiva. O caso segue em tramitação na Justiça.

Relacionados

PF cumpre 49 mandados na Operação Make Up e mira emendas de Mário Frias ligadas ao filme sobre Bolsonaro
BR
Justiça

PF cumpre 49 mandados na Operação Make Up e mira emendas de Mário Frias ligadas ao filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará e no Distrito Federal. A apuração trata de suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassados por termo de fomento a organização da sociedade civil.

Redação Voz Conectada ·há 22 horas
STF valida por unanimidade a regra do TSE que suspende diretório partidário que não presta contas
BR
Justiça

STF valida por unanimidade a regra do TSE que suspende diretório partidário que não presta contas

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que são constitucionais as regras do Tribunal Superior Eleitoral que disciplinam a suspensão de órgãos partidários estaduais e municipais que deixem de prestar contas à Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7947, em sessão virtual encerrada em 4 de setembro e divulgada nesta terça-feira (8).

Redação Voz Conectada ·há 2 dias
Mensagens revelam uso da estrutura do TSE para investigações paralelas apontadas como ilegais
BR
Justiça

Mensagens revelam uso da estrutura do TSE para investigações paralelas apontadas como ilegais

Mensagens trocadas entre assessores do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, reveladas pela imprensa, apontam que a AEED — assessoria criada no TSE na gestão do ministro Alexandre de Moraes — funcionou como núcleo paralelo de investigação para subsidiar o Inquérito das Fake News. Os pedidos de relatório eram feitos informalmente, por WhatsApp, sem registro em procedimento formal.

Redação Voz Conectada ·há 3 dias

Ver no Instagram · @vozconectada1