Vendas do varejo caem 1% em maio e registram o segundo recuo seguido, aponta IBGE
Volume do comércio varejista também recuou 1% na comparação anual; mercado esperava estabilidade e resultado expõe o peso dos juros a 14,25% sobre o consumo
O volume de vendas do comércio varejista recuou 1,0% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE na terça-feira (8) pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). É a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia cedido 0,1% em abril, e o resultado frustrou o mercado, que projetava estabilidade. Na comparação com maio de 2025 houve retração de 1,0%. Mesmo assim, o varejo restrito ainda acumula ganhos de 1,3% no ano e de 0,8% em 12 meses. A queda mensal foi disseminada: quatro das oito atividades pesquisadas recuaram, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (-3,3%); hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-3,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%); e móveis e eletrodomésticos (-0,7%). O desempenho fraco reforça o diagnóstico de que a política monetária restritiva, com a Selic em 14,25% ao ano, e o crédito caro vêm sufocando o consumo das famílias, num ambiente de endividamento elevado. Para o setor produtivo, o número liga o alerta sobre a atividade no segundo semestre e alimenta a cobrança por um ajuste fiscal capaz de abrir espaço para a queda sustentada dos juros.
O volume de vendas do comércio varejista recuou 1,0% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE na terça-feira (8) por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). É o segundo recuo seguido do indicador, que já havia caído 0,1% em abril, e o dado frustrou o mercado, que esperava estabilidade.
Na comparação com maio de 2025, houve retração de 1,0%. Ainda assim, o varejo restrito acumula alta de 1,3% no ano e de 0,8% em 12 meses.
A queda foi generalizada: quatro das oito atividades pesquisadas recuaram — tecidos, vestuário e calçados (-3,3%); hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-3,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,3%); e móveis e eletrodomésticos (-0,7%).
O desempenho fraco reforça o diagnóstico de que os juros altos, com a Selic em 14,25% ao ano, e o crédito caro seguem pesando sobre o consumo das famílias em meio ao endividamento elevado. O resultado acende o alerta sobre a atividade no segundo semestre e reforça a cobrança por um ajuste fiscal que abra caminho para a redução consistente da taxa básica.